"Rosália, como vai? Terminei de ler o seu livro e me surpreendi comigo própria, porque normalmente, sempre evito ler mais profundamente, sobre qualquer tema que envolva, sangue, cirurgias, doenças, etc. Pura frescura minha ... Mas comecei a ler e quando me dei conta, havia terminado e estava me sentindo muito bem.
Achei muito original e pouco convencional a sua abordagem do tema. Você explorou muito bem e com sutileza, os seus lados de médica, psicanalista, poeta, mulher, etc sem ser invasiva. Dava para se perceber cada um destes lados, mas você, em momento algum, impôs ao leitor "a sua medicina" "a sua psicanálise" etc.
Espero que você tenha com este livro, um bom retorno, em todos os sentidos."
Maria Luiza Wilson, 2010
"Rosália... minha linda...amiga.
Doeu. Passei o dia ontem com teu livro, mais do que entre as mãos, entre os braços, entre os seios...mais do que entre...lendo cada palavra com o mesmo amor daqueles santos que se iamginam na cruz...no lugar da pior dor...no lugar do outro...que não é outro mas a dor do que está em nós...e ao mesmo tempo que quase mata – redime.
Em lágrimas...ainda estou. E se me permite, apesar e para além de tudo, dizer que o livro é belo, assim como rosto de Maria é sempre belo, embora tenha chorado sem parar em sua última aparição. Lembra quando chegávamos às gargalhadas nos lugares e dividíamos um espumante?
Quero estar contigo, dia desses, para celebrar o triunfo da alegria de viver que teu livro acaba de me devolver.
Te abraço forte como sempre, com amor,
tua pequena cláudia."
Claudia Ahimsa, 2010
"Querida Rosália: Li o seu livro assim que cheguei em casa e fiquei intrigado com a sua coragem em falar de um assunto que para as mulheres é tão difícil. A perda de um seio e muito complicada não só do aspecto clínico como do aspecto psicológico, como nós sabemos de priscas eras.Estudamos tanto isso de vários aspectos e em várias cadeiras.Porém, não só a parte literária intocável, como a sensibilidade e a delicadeza da abordagem me impressionou. É lógico que sei da importância dessa exposição. Desde os primórdios vemos como é culturalmente importante os seios. veja as pequenas esculturas de argila vermelha que eram produzidas no neolítico das "Evas" com tres seios, funcionando como símbolos da fertilidade, sendo que o terceiro seio servia como uma visão de uma produção não só de mais bebês, mas como de mais alimento para todos de uma maneira geral.esse ritual da fabricação das Evas com argila poderia servir como base para a história bíblica da Gênesis, onde o primeiro ser também era formado de barro. O ser feminino era então adorado ,se transformando em uma força dominante que veio a constituir um matriarcado poderoso. Com o correr do tempo, esse matriarcado foi substituído pela força dos muscúlos. Nada era mais poderoso do que a força dos homens numa batalha, ou mesmo em casa. A violência era um fator positivo e preponderante nesse mundo primevo e os seios perderam seu pedestal abruptamente.A primeira faraó-mulher, coisa impossível até então, amarrava sobre os seus seios faixas de gaze de uma maneira muito forte e apertada, de modo que escondesse essa falha de seu corpo, principalmente se tratando de que pretendia ser adorada como um faraó, um homem. É claro que apenas suprimir esse aparato fisiológico não era suficiente para tal missão, portanto adicionou à sua figura bigodes e barba postiças faraônicas e passou a usar calças compridas também. Não sei se passou a ir no banheiro em pé ou cantava carcará e outras coisas do genêro, mas a verdade é que foi um excelente faraó.A queima de sutiãs pelo movimento feminista,na década de sessenta, também foi um sinal que esta parte do corpo das mulheres é também a considerada a mais fragilizante do seu aspecto, mas que remetem a adoração que as orelhas do Mickey tinham sobre as crianças do mundo inteiro. É muito difícil e delicado de tratar desses símbolos, e o você o fez. Por isso tudo, assim como a construção poética e sintética do texto me fizeram admirá-lo. O seu texto está evoluindo brilhantemente e a conclusão é que passo a esperar um grande romance com ansiedade.
Beijos do seu amigo Marcos Vasconcellos."
Marcos Vasconcellos, 2010
"Olá, li e reli seu livro....livro profundo e poético...parabéns.....pelo talento, pela coragem, pela poesia ali presente....até a dedicatória, me surpreendeu....e comoveu......
Grande abraço e até......."
Mary Geluda, 2010
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